Divulgação Científica + games= mostrando ciência

Por ALexandra S. Farias

  Mais do que alvo de pesquisa sobre saúde (mental e física), oportunidades de uso na educação entre outras abordagens, os jogos são uma ferramenta potencial de divulgar e ensinar ciência. Os jogos sejam eles digitais ou não mostram a oportunidade de maior interação entre pessoas que jogam os mesmos games, aprendizados inúmeros e ainda mostrar como fazer ciência é divertido e desafiante ao mesmo tempo.

     Um pouco de história dos jogos

   Os jogos de tabuleiro tem origem incerta, no entanto os primeiros jogos de tabuleiro foram a Mancala, O jogo real de Ur e Senat ou Senet. O primeiro, respectivamente, que tem sua origem na África do Sul e era jogado por volta de 2.500 a.C  ou 7.000 a.C. Suas peças são sementes que são colocadas em buracos côncavos; trata-se de um jogo que o objetivo é ter mais sementes. Ele possui diversas formas de jogar e os materiais que eram utilizados para fabricá-lo indicava a posição social e econômica de seu dono, pois podia variar de buracos no chão ou buracos feitos com madeira bem trabalhada.

   O Jogo Real de Ur, era jogado em uma cidade onde hoje é o Iraque, chamada Siméria de Ur por volta de 2.500 a.C. Cada tabuleiro consiste em sete peças arredondadas para cada jogador, seis dados tetraédricos com marcações em dois vértices e 21 bolas brancas. O seu objetivo era transportar as peças de um ponto ao outro do tabuleiro, como jogos atuais de percurso.

   O jogo egípcio Senat, data de 5.500 anos atrás e era conhecido como “Jogo de passagem da alma para outro mundo”. Em que, se havia somente um jogador ele enfrentava o seu próprio destino, representado pela imagem do deus dos mortos, Osíris, se ganhasse teria benção de vida eterna, se não a morte. O tabuleiro era formado por três colunas, possuindo cada 10 a 11 casas, chamadas pelos egípcios de peru. O objetivo do jogo era mover as peças através das casas, cada uma com suas respectivas marcações e significados. Senat e o Jogo Real de Ur tem poucas informações sobre a jogabilidade e regras.

  A pesar de existirem discussões sobre o primeiro jogo de vídeo game, as duas possibilidades envolvem estudantes e um físico. O jogo de batalha no espaço desenvolvido por estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, foi criado no inicio dos anos 60 e que “compete” com o jogo de tênis desenvolvido pelo físico William Higinbotham em 1958.

  Independente dos primeiros autores dos jogos ou dos mais antigos, o mundo real e o virtual atualmente possibilita interatividade de diversos modos e permitindo desenvolver capacidades, pensamentos, promover criatividade e ser ferramenta para o ensino, ampliando maneiras dos professores aplicarem conhecimentos. A pesar do seu potencial como ferramenta de ensino ser bem explorado, como no Jogo Trilha do Sistema Digestório com perguntas sobre esse sistema e voltado para o público do Ensino Médio; as possibilidades para divulgação científica são enormes.

  O jogo Pokémon Go bem famoso entre as crianças e jovens  que tem objetivos que além de fazer os jogares caminharem, eles capturam os pokémons, que são inspirados em animais, plantas, minerais e diversos elementos do mundo real e tem um tutor que ajuda o jogador a pesquisar, fortalecer e evoluir seus pokémons, parecido com um biólogo da vida acadêmica, não?

  O jogador também pode trocar presentes e colocar seus pokémons para batalhar com outros em uma arena conhecida como ginásio, entre outros aspectos para jogar; esse pode ser jogado em celulares smartphones e console de vídeo game. O jogo aproxima, muitas vezes sem a percepção de jogadores fora do mundo acadêmico, da realidade da maioria dos graduandos e pós-graduandos que tem um orientador e desenvolve pesquisa não só com animais e plantas, mas com muitos outros objetos de estudo.

  Outro jogo que nos mostra um pouco da vida do cientista e de como a ciência é feita é o Tip! Dig! Museum! . Menos famoso esse vem com o propósito de o jogador montar seu próprio museu, mas para isso ele deve escavar os sítios de escavação para achar os fósseis, que nem sempre são fósseis que você precisa. Mostrando um pouco do que a Paleontologia busca, esse jogo também cria dificuldades que são semelhantes na vida real, como achar os fósseis em si, gerenciar o museu, ter uma equipe para escavação, custos de uma escavação, enfim um pouco da vida real dos antropólogos e paleontólogos e esse é possível de se jogar somente em celulares smartphones.

  Existem muitos outros jogos, mas esses são jogos que o contato é maior, e até jogadora assídua rs, por isso a escolha desses.

Ficou curiosa (o), da um "play" nesses links

 

 

Custódio, L.A.J; Anfiune, S.P. O Ethos Religioso na antiguidade: A origem ritualística dos jogos de tabueiro, 2019. Disponível em: http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/2480/pdf_6.

Vicentino, L.S;  Sant’Ana, G.M.D.  A Divulgação Científica por meio de um jogo: trilha do Sistema Digestório, 2011. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ArqMudi/article/view/21066/11227.

https://ciabrink.com.br/2017/12/27/historia-dos-jogos-de-tabuleiro/

https://www.patogenosemjogo.com.br/

https://revistapesquisa.fapesp.br/2018/08/03/a-ciencia-e-os-videogames/

 

Imagens Pokémon GO cedidas por Enzo Manzoli

Imagens Tip! Dig! Museum! São da própria autora.